ASTROFOTOGRAFIA

          Astrofotografia é um tipo especializado de fotografia que envolve gravar imagens de corpos celestes e grandes áreas do céu noturno. A primeira fotografia de um corpo celeste (a Lua) foi tirada em 1840, mas foi somente no final do séc. XIX que a tecnologia permitiu a fotografia estelar detalhada. Além de ser capaz de gravar os detalhes de corpos extensos, como a Lua, o Sol e os planetas, a astrofotografia tem a capacidade de mostrar objetos invisíveis ao olho humano, como nebulosas e galáxias. Isso é feito por longa exposição, usando uma capacidade que tanto os filmes quanto os sensores digitais têm de acumular fótons de luz em longos períodos de tempo.
         A fotografia revolucionou a pesquisa astronômica profissional. As longas exposições revelaram centenas de milhares de novas estrelas e nebulosas que eram invisíveis ao olho humano, levando a telescópios óticos especializados cada vez maiores, que eram essencialmente grandes "câmeras", projetados para coletar a luz e gravá-la no filme. A astrofotografia teve um importante papel no início dos estudos do céu e da classificação das estrelas, mas com o tempo, deu lugar a equipamentos mais sofisticados e técnicas especialmente concebidas para a investigação científica, com o filme tornando-se apenas uma das muitas formas de gravar a imagem.
     Astrofotografia hoje é parte da astronomia amadora, e normalmente é utilizada para gravar imagens esteticamente agradáveis do céu, ao invés de imagens para a pesquisa científica.
  
O SISTEMA SOLAR 
   O SISTEMA SOLAR é parte de uma coleção de estrelas, gás e poeira, chamada Via Láctea, ou a Galáxia em que fazemos parte. Em forma espiralada, apresenta o Sol e seu sistema a meio caminho do centro, na borda de um dos braços espirais.
     Registro feito na Fazenda Santa Helena. Local afastado 12 km da cidade de Bariri-SP. Perfeito para Astronomia. Fotografia tirada por Fabiano Devides (astrônomo amador – colaborador do GDA-CEAJ)  com máquina fotográfica DSLR acoplada no tripé com lente grande angular e exposição de aproximadamente 30 segundos.
  
O Sol
O Sol é a estrela mais próxima da terra, que se  localiza a uma distância média de 150 milhões de quilômetros, que equivale a 1UA (Unidade Astronômica). Podemos dizer também que ele está a 8 minutos luz de distância, pois esse é o tempo que a luz leva para chegar até a terra (aprox. 300.000km/segundo); é uma enorme esfera de gás, onde o  hidrogênio é predominante e que através de fusão nuclear é transformado em hélio que compõe a maio parte de sua massa. Na imagem acima também pode ser observado uma grande mancha escura ( essas manchas  são gigantescas em comparação com o diâmetro da terra ). Essa imagem foi obtida usando um filtro especial que possibilita a visualização do Sol sem causar danos a vista. Evite observar o sol sem uma proteção adequada pois,  a exposição aos raios solares pode causar danos a visão, e nunca olhe para o Sol com telescópio, binóculo ou qualquer dispositivo de aumento sem usar o devido equipamento para filtrar os raios solares.oto: Anderson Rosa
  
Sol  e uma das manchas – foto: Anderson Rosa
  
A Lua
  
A lua, o satélite natural do planeta terra, orbitando o nosso planeta a uma distância média de 380.000 km de distância é o objeto mais brilhante (porém ela não possui luz própria) no céu depois do Sol. Sua superfície é repleta de marcas e crateras que são causadas por impactos de meteóros e pequenos asteróides, um testemunho da violenta formação do Sistema Solar. Nosso planeta, assim como a Lua, recebe uma grande quantidade de impactos, em grande parte, pequenos e imperceptíveis, em outros maiores e que algumas vezes testemunhamos e apelidamos de “estrela cadente”, mas o seu nome correto é meteoro, que são restos da formação do nosso sistema solar que orbitam o Sol e acabam se chocando com outros corpos do nosso sistema. Visite-nos no CEAJ e observe a lua através de um de nossos telescópios além de outros corpos celestes.
foto: Anderson Rosa
   Nebulosa de Orion
  
   A Nebulosa de Órion, também descrita como M42 ou NGC 1976, de acordo com a nomenclatura astronômica, é uma nebulosa difusa que se encontra entre 1500 e 1800 anos-luz do Sistema Solar, e situada a sul do cinturão de Órion.  É provavelmente, a nebulosa mais ativamente estudada do céu.   
Registro feito  por Fabiano Devides (astrônomo amador – colaborador do GDA – CEAJ).



Foto: Fabiano Devides – astrônomo amador
colaborador do GDA/ CEAJ
  
  
Júpiter  


Júpiter é o maior e mais massivo Planeta do Sistema Solar. Supera em 2,5 vezes a massa de todos os outros sete principais planetas juntos. Nada menos que 1.300 Terras caberiam no interior dele. Júpiter possui atualmente 69 Luas já catalogadas.
Fotografia tirada por Fabiano Devides (astrônomo amador – colaborador do GDA-CEAJ) com telescópio GSO 203 mm utilizando máquina fotográfica DSLR com adaptador T2 e encaixe 1.25 para o telescópio, juntamente com lente barlow 5x.

  
Foto: Fabiano Devides – astrônomo amador
colaborador do GDA/ CEAJ
  
  
Saturno
  
    Saturno é o segundo maior planeta do sistema solar, o sexto a partir do Sol e o mais distante visível a olho nu. Maravilhoso e fascinante! É considerado a Jóia do Sistema Solar pela belíssima formação de seus anéis - coleções de componentes de gelo sujo que seguem órbitas individuais em torno do Planeta. Os anéis principais são compostos por milhares de anéis estreitos, cada um deles feito de fragmentos de gelo que vão desde as finas partículas até os grandes pedaços de diversos metros de diâmetro.
     Fotografia tirada  por Fabiano Devides (astrônomo amador – colaborador do GDA-CEAJ) com máquina fotográfica do tipo DSLR com Adaptador T2-1.25, barlow 3x de aumento acoplada no telescópio GSO 203 mm.

Foto: Fabiano Devides – astrônomo amador
colaborador do GDA/ CEAJ
  
Via Láctea 

A Via Láctea é a  galáxia da qual faz parte o nosso sistema solar, moradia do nosso querido planeta, único lugar conhecido onde a vida prospera. Ela pode ser vista em noites claras (sem nuvens) em locais afastados dos grandes centros urbanos onde é possível contemplar a olho nu a grande faixa central da Via Láctea; na imagem acima também estão destacadas duas constelações, a constelação de Escorpião (acima) e a constelação do Cruzeiro do Sul, ambas podem ser vistas a olho nu, inclusive em pequenos centros urbanos onde a poluição luminosa ainda não os impede de realizar tais observações. No CEAJ fazemos a observação dessas duas constelações usando um apontador laser, visite-nos e peça para ver essas constelações e também conheça mais sobre a Via Láctea além de observar outros corpos celestes em nossos telescópios.

Via Láctea vista sobre a cidade de Bocaina/SP – foto: Anderson Rosa
  
Sequência de fotos tiradas através de telescópio do eclipse parcial do Sol ocorrido em 26/02/2017.
  

  
Foto: José Geraldo Ramos
 (astrônomo amador) - membro e colaborador do GDA / CEAJ
  
  
Fabiano Devides – astrônomo amador – colaborador do GDA/ CEAJ
  
José Geraldo Ramos
 (astrônomo amador) - membro e colaborador do GDA / CEAJ